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Peça de Teatro " O Pagador de Promessas" PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Paula Alves   
Quarta, 02 Fevereiro 2011 15:41

Grupo de Teatro do Orfeão de Águeda brilhou em Cabanas de Viriato com “O Pagador de Promessas”

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Drama e humor de origem brasileira encheram o palco do salão/museu da Sociedade Filarmónica de Cabanas de Viriato neste sábado, 29 de Janeiro, com a comédia “O Pagador de Promessas”, encenada por Andreia Fernandes a partir do texto original de Dias Gomes, um dos autores mais importantes da geração que revolucionou a dramaturgia brasileira. Encenada pela primeira vez em São Paulo, em 1960, esta peça ganhou inúmeros prémios e foi adaptada em filme, recebendo a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes.

Apresentou-a o Grupo de Teatro do Orfeão de Águeda, onde impera a juventude na maioria dos seus actores, mas já com larga experiência na arte cénica, cujo reportório ultrapassa as duas dezenas de peças apresentadas, todas com prolongadas temporadas e assinalável êxito.

Apesar do frio cortante da noite e de ter funcionado bilheteira de entradas, o salão registou uma enchente próxima da centena e meia de espectadores, entre os quais se contavam o vice-presidente e vereador da Cultura da Câmara Municipal de Carregal do Sal, Luís Fidalgo, o vereador Rogério Abrantes e o pároco Carlos Monge.

Dividida em dois actos, a peça tem em Zé-do-Burro a personagem principal, o qual faz uma longa caminhada com uma grande cruz que pretende levar até ao interior da igreja de Santa Bárbara, para pagar uma promessa destinada a salvar o burro Nicolau, gravemente ferido pela queda de uma árvore. Começa com a chegada do Zé-do-Burro e sua mulher Rosa à praça frente à igreja, onde aguardam que o padre abra a igreja para cumprir a promessa, ao que o padre se opõe. Apesar desta oposição, Zé-do-Burro não desiste, permanece na praça, onde aos poucos começa a haver movimento. Aparecem a prostituta Marli e o gigolô Bonitão, aproveitando-se este da ingenuidade do Zé-do-Burro para levar a Rosa a um quarto do hotel.

Envolvidos ou não no cumprimento daquela promessa, surgem ainda na praça a Beata, o Sacristão, o Padre, a Galega, a Minha Tia, o Dédé Cospe-Rima, o Guarda, o Repórter, o Monsenhor, o Polícia Secreta, o Delegado e o Mestre Coca. A ingenuidade de Zé-do-Burro leva-o a sofrer com as mentiras, a corrupção e a ganância da sociedade. A insistência da oposição do padre encoleriza-o. A situação agrava-se e origina uma briga que culmina no dramático desfecho da morte de Zé-do-Burro e na sua crucificação.

O enredo tem nítidos propósitos de explorar certas questões socioculturais, entre elas a intolerância da Igreja, a incapacidade das autoridades, a avidez da imprensa e o rebaixamento da origem rural. Nesta peça, a crítica social combina perfeitamente com o sentido de humor da encenação. As gargalhadas foram uma constante e por duas vezes, a meio e no final, as palmas soaram em estrondosa ovação, com todos de pé.

Categoricamente, assistiu-se a uma grande noite de teatro e a uma excelente interpretação deste grupo de teatro, cuja presença em Cabanas de Viriato se deve a acção desenvolvida por José Madeira e Carlos Pais, dois cabanenses radicados em Águeda. Retribuindo essa atenção, também a jovem actriz Margarida Pais (Marli e Minha Tia), filha de Carlos Pais, foi contemplada nas lembranças com que a Filarmónica e a Câmara Municipal presentearam o grupo.

No final do espectáculo era notória a satisfação do grupo de teatro perante o agrado gerado e o carinho do público, atestada em intervenção de agradecimento de Albertino Pina (Dédé Cospe-Rima e Delegado). Em palavras de circunstância, também da parte do presidente da Direcção da Filarmónica, Francisco António Campos, e do vice-presidente da Câmara, Luís Fidalgo, foi expressa a satisfação da presença do grupo em Cabanas de Viriato, enaltecendo então o seu desempenho e manifestando o desejo de que outras actuações ali se repitam.

Uma noite de bom teatro!… Parabéns a todas as partes nela envolvidas!

 Lino Dias - in www.Faroldanossaterra.net

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Actualizado em Quarta, 02 Fevereiro 2011 15:54
 
Visita de Reis PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Paula Alves   
Quinta, 06 Janeiro 2011 16:50

 
Concerto de Natal PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Paula Alves   
Quinta, 30 Dezembro 2010 14:51

 

Dia 30 de Dezembro (Quinta-feira)

CONCERTO DE NATAL interpretado pela Sociedade Filarmónica de Cabanas de Viriato.

Local: Pavilhão da ADCL

Hora: 21:00h

 
Festa de Natal PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Paula Alves   
Terça, 21 Dezembro 2010 14:42

Festa de Natal da Filarmónica de

 

Cabanas de Viriato

 

vivida com alegria e espírito de união

 

A Sociedade Filarmónica de Cabanas de Viriato levou a efeito neste domingo, 19 de Dezembro, a sua habitual Festa de Natal, com novo espectáculo da “prata da casa”, proporcionando mais uma enchente do salão Lagarto.

A ausência de representação da Câmara Municipal de Carregal do Sal fez-se notar e foi alvo de vivo reparo por parte do presidente da Direcção da Filarmónica. A Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato esteve representada pelo seu presidente executivo, José de Barros Figueiredo, e pelo presidente da Assembleia, António Ernesto Serrazes.

Coube à Academia de Música, criada há um ano, abrir o espectáculo. Mostrou apreciável evolução, dando já corpo a uma promissora orquestra infantil, dirigida por Ana Cláudia Campos, professora de música e executante da Banda Filarmónica. Fruto dessa evolução, oito alunos da Academia foram chamados neste espectáculo a integrar a Banda Filarmónica pela primeira vez, o que diz bem da eficácia do trabalho desenvolvido por Ana Cláudio.

Igual a si própria, com a qualidade que lhe é reconhecida, a Banda Filarmónica, sob regência do maestro Evaristo Neto, sucedeu à orquestra da Academia no desempenho em palco, esteve em bom nível, elevando a fasquia do espectáculo e reforçando o orgulho das gentes Cabanenses.

A vontade de estar à altura dessa fasquia foi um desafio que os outros grupos encararam caprichosamente. O Grupo Rhitmos de Dança Moderna, liderado por Fernando Loureiro, primou na encenação da entrada em palco, com elementos do grupo transportando, uma a uma, as letras da palavra Rhitmos, à luz de velas, enquanto era lida uma mensagem atribuída a cada letra. Foi bonito de ver, abrindo expectativas para a evolução em palco. A actuação correspondeu às expectativas e agradou.

A surpresa maior, e sem dúvida o momento mais alto do espectáculo, surgiu da parte do Grupo de Danças e Cantares, fechando-o com “chave de ouro”. A encenação de quadros etnográficos deslumbrou. O pastor, o amolador e o moleiro constituíram quadros de refinado gosto, dignos de serem repostos em qualquer palco. Todos os grupos estão de parabéns pelo trabalho apresentado, mas, ante o primor e a imaginação demonstrados, Rui Costa e seus colaboradores bem merecem ser considerados “reis” desta festa de Natal.

Francisco António Campos, presidente da Direcção, tinha razões de sobeja para se sentir feliz e para expressar o orgulho de ter à sua volta colaboradores que zelam pelo prestígio da Filarmónica. Nitidamente, tudo superou o que é habitual. Ainda assim, uma tristeza vagueava no espírito daquele dirigente, e expressou-a deste modo: “A minha maior tristeza é de, pela primeira vez, não ter aqui ninguém da Câmara. Isso não é bonito. A Filarmónica é a maior e mais antiga instituição do concelho. O nosso trabalho merece outro carinho da Câmara. São sete, podia estar um”.

Ao espectáculo seguiu-se a tradicional ceia de Natal, em convívio realizado no outro salão da Filarmónica, afecto a ensaios, escola de música e museu

                                                                                                                                             In Faroldanossaterra.net

Actualizado em Terça, 21 Dezembro 2010 14:53
 
Festa de Natal PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por José Coutinho   
Sexta, 10 Dezembro 2010 14:14

Actualizado em Sexta, 10 Dezembro 2010 14:24
 
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